terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O mix afinado de Sebastian Herkner


Designer alemão ganha destaque na cena mundial


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“Para mim, é muito importante que o produto viva bastante e acompanhe seu dono ao longo da vida – para isso, é preciso que envelheça de uma forma positiva.” Quem fala é o jovem Sebastian Herkner, que desponta no cenário internacional e promete se tornar, nos próximos anos, um dos grandes nomes no design de móveis e objetos para a casa.

Com pouco mais de seis anos de estrada – formou- se em 2007 –, o alemão de 32 anos possui um currículo admirável. Já criou para mais de 20 empresas de diversas nacionalidades, incluindo pesos-pesados como a alemã ClassiCon e a italiana Moroso. No próximo salão de Milão, além destas duas marcas, Cappellini, Gubi, Covo e Very Wood também apresentarão peças assinadas por ele.


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Versátil, Herkner atua com a mesma desenvoltura em móveis, utensílios ou objetos decorativos e é capaz de dar forma a produtos com visual exuberante (como a cadeira Banjooli, desenvolvida para a Moroso, e os vasos da linha Collana, criados para a alemã Rosenthal) ou outros de linhas mais puras (caso do relógio Felt, para a holandesa Leff, e da mesa Layer, para a espanhola Pulpo).

Como fio condutor, a relevância dos materiais no processo criativo. “Na maioria dos meus projetos, a matéria-prima é um dos pontos de partida. Gosto de usar materiais verdadeiros, como vidro e madeira. Eles nos são familiares há centenas de anos, envelhecem lindamente e contam uma história – como uma mesa de bar, com riscos e arranhões.”


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A outra questão primordial são as cores: “Penso nelas desde o início. Na hora do conceito, já sei quais serão”. Essa sensibilidade foi aguçada quando, ainda estudante, Sebastian estagiou com a estilista Stella McCartney em Londres. Lá, dedicava-se a pesquisar cores e materiais e a desenvolver detalhes, como a fivela de um cinto. “Hoje, uso essa vivência para ir fundo nos pormenores, fazer justaposições de materiais e coisas desse tipo”, explica.



Curioso notar que essa sensibilidade convive harmonicamente com um lado mais racional de Herkner – característica natural e até esperada quando se trata de um designer alemão, educado segundo a herança modernista da Bauhaus e, principalmente, da escola de Ulm. Assim, além de acreditar no design de longa duração, ele advoga a favor do que é acessível: “Não trabalho para galerias com peças limitadas e muito caras – quero que minhas criações estejam ao alcance das pessoas. O design deve ser para todos”.


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Herkner também defende a união entre a produção industrial e a manual. “Creio que o produto tem outra qualidade quando envolve o trabalho de um artesão. E é uma forma de contribuir com a sustentabilidade social”, afirma. Por essa razão, sempre que possível, ele tira partido desse recurso, como na mesa Bell, da ClassiCon, cuja base de vidro soprado ganha forma em uma pequena oficina onde o métier é ensinado de pai para filho desde o século 16, ou na cadeira Banjooli, cuja trama, feita no Senegal com fios de pesca, resulta de um estilo de tecelagem típico daquele país. As técnicas tradicionais, vale destacar, são sempre interpretadas de modo contemporâneo em seus produtos.

Tudo isso faz com que as criações de Sebastian Herkner sejam não apenas funcionais (e elas certamente o são), mas também responsáveis e autênticas. Isso é bom design!

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