segunda-feira, 4 de maio de 2015

Emoções transmitidas por espátula e tinta.

Um artista de origem russo-israelense com técnicas próprias e estilo único, Leonid Afremov é dono de obras completamente originais e tem como principal atributo a auto-representação. Impressionista moderno e, diferente do que se vê e já se viu por ai, realiza suas obras de artes utilizando uma espátula em vez do pincéis. Seus quadros são cheios de cores que transmitem uma energia positiva e alegre.


O artista graduou-se na Escola de arte de Vitebsk e sempre foi um aluno destaque. No inicio dos seus trabalhos artísticos foi influenciado pelo o artista Marc Chagall, o fundador da escola de Vitebsk. Afremov vivenciou por trinta e cinco anos o período da União Soviética e trabalhou para o governo comunista, realizando pôsteres para a propaganda do governo, porém não gostava nada de realizar aqueles trabalhos ditados, uma pintura da forma e jeito que queriam. Por isso arrumou suas malas e foi viver em Israel.


Entrou no mundo da publicidade pintando outdoors em Israel, por tanto não foi muito aceito na sociedade e teve seu estúdio destruído. As pessoas se escandalizaram com os nus de homens e mulheres e com as representações de músicos de jazz negros. Não gostando dessa discriminação, resolveu ir para a América e foi lá onde alcançou voos mais altos e teve seus trabalhos, finalmente expostos em galerias.


Como forma de divulgar positivamente seu trabalho, colocou seus quadros em um site de grande sucesso nos EUA e no mundo e assim conquistou mais oportunidades. Sua arte foi reconhecida por muitos psicólogos e psiquiátricos como sendo uma pintura que transmitia calma e reduzindo estresse, passando a ser utilizada em vários procedimentos terapêuticos.


Afremov é criador de pinturas neutras, sem mensagens sublineares que possam ser ofensivas a ninguém, já que suas pinturas são totalmente refletidas em emoções pessoais. O artista pinta seus quadros de forma que o espectador sinta um sentimento certo e não vá imaginar outras historias. Suas obras são vivas e atingem qualquer idade, classe e etnia.

Texto: Alessandra Paz

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