sábado, 27 de agosto de 2016

Um vestido do século XIX submerso no Mar Morto tornou-se cristalizado com sal

A artista israelense Sigalit Landau tem um caso de amor com o Mar Morto, que remonta a décadas, tendo crescido em uma colina no deserto do grande lago salgado da Judéia, que está entre os mais salgados na Terra. Em sua prática artística, uma de suas obras mais marcantes envolve um retrato de si mesma flutuando no lago entre 500 melancias, bem como a produção de objetos incrustados com camadas espessas de sal. Sigalit criou esculturas de sal a partir de violinos, bicicletas, botas e redes de pesca cobertas de cristais de carnalita.

Seu mais recente trabalho fotográfico intitulado Noiva de Sal nos leva vários metros debaixo d’água para ver a cristalização gradual de um vestido do século 19 no Mar Morto. O vestido, que ficou 2 meses submerso, foi inspirado na peça de S. Ansky, Dybbuk, sobre uma jovem possuída por um espírito maligno:

"Escrito por S. Ansky entre 1913 e 1916, o Dybbuk conta a história de uma jovem noiva possuída por um espírito maligno e, posteriormente, exorcizada. Na série, a roupa preta de Lia é transformada por cristais de sal que aderem gradualmente ao tecido. Ao longo do tempo, a alquimia do mar transforma a peça simples em um símbolo associado com a morte e loucura."

Para conseguir as fotografias, Sigalit se uniu ao fotógrafo Yotam From, que teve que usar mais de 68kg de peso apenas para submergir-se na água salina. A instalação final incorpora uma série de 8 fotografias em tamanho real atualmente em exibição na galeria Marlborough Fine Art, em Londres, a partir de 3 de setembro de 2016. Você pode ler mais sobre a exposição aqui.

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