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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sushi de Kit Kat

A Kit Kat, que é famosa por se aventurar no Japão, por lançar vários sabores inusitados, como sabor chá verde, soja ou wasabi, lançou três sabores para quem é amante ou simplesmente adora sushi. Mas como assim, sushi? Calma que já te explico.


Inspirada em uma brincadeira de 1° de Abril (Dia da Mentira), que ganhou repercussão mundial, a Kit Kat fez três sabores que são combinações do prato tradicional do Japão com o chocolate, batizado de “sushikat”. Todos com aparência de sushi e não com sabor. Ufa! Ainda bem!


Os sabores são, Maguro (atum), que é um Kit Kat de framboesa sobre uma camada de arroz tufado coberto de chocolate branco. O Tamago (ovo), que é um Kit Kat sabor abóbora com arroz rufado com chocolate branco e alga. E por fim, o Uni (ouriço do mar), que é um Kit Kat de melão, acompanhado de mascarpone enrolado em alga.


Esses sabores inusitados não foram feitos apenas por causa da brincadeira, mas sim para a inauguração da primeira loja de rua, específica em Kit Kat, em Tóquio. O “sushikat”, é uma das iguarias que a loja ofereceu, mas serão vendidos outros produtos super diferentes por tempo limitado.


Os doces foram oferecidos entre os dias 02 e 04 de fevereiro, e quem quis experimentar essa guloseima incomum, teve que desembolsar ¥3000 (cerca de R$82).


Será que o sabor era bom? Bem, quem criou foi bem criativo e persistente, pois para conseguir chegar em uma combinação de sabores ideal, teve que passar por vários testes até acertar, além de ter uma apresentação totalmente diferente, ainda mais na terra do Sol nascente.

Neste vídeo abaixo dá para ver que até a embalagem é diferente de um doce comum.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Grid como Princípio de Construção Projetual

A introdução do conceito da grid constitui resultado do desenvolvimento mundial pós-guerra. Nesta época a demanda na área de publicidade foi tão grande que era necessário instituir e desenvolver um design racional e funcionalista, poupando recursos materiais e tempo. A maior parte dos designers funcionalistas deste período trazia uma ideologia da escola alemã Bauhaus, introduzida em 1919 sob direcção do arquiteto Walter Gropius, introduzindo na década vinte um o conceito de ordem e racionalismo, com intuito de colocar funcionalidade e clareza em projetos.

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Fonte: knaufmag.pl

Nos meados dos anos de 1950, o Estilo Internacional já havia se firmado como metodologia do desenho na Europa e nos Estados Unidos. Os principais professores, como Emil Ruder, Armin Hoffman e Josef Muller-Brockman, pregavam a superioridade universal de suas soluções minimalistas, rigidamente controladas pelo sistema grid, adotado como uma forma eficiente para unificar todos elementos inseridos dentro destes sistemas de identidade visual das grandes empresas multinacionais e entidades empresariais. (Bomeny:2009)

A grid é uma estrutura projetual, técnica e funcional que auxilia (na área de design gráfico) os profissionais na composição ordenada e racional dos elementos que compõe a peça, proporcionando assim maior equilíbrio visual, organização e uso correto de espaços.

A grid funciona como um princípio ordenador da informação, de maneiras que se coloqueo que é necessário com base numa estrutura “fantasma” existente por detrás dos restantes elementos. A grid é como se se tratasse da estrutura de um edifício onde depois são montados os blocos para construção, em design gráfico os blocos são os elementos colocados e estruturados para tornar a comunicação mais simples compreensível e impactante; as formas, as linhas, as imagens, o texto, a cor, colocados de tal forma que sigam um esqueleto pré-definido. Com base nesse princípio, chega-se a um resultado comunicacional mais objetivo, impessoal e sem interferência dos sentimentos do designer, afastando o projeto (geralmente) do uso de técnicas persuasivas com um intuito mais comercial. Não que implique isso que os projetos em que é aplicada a grid não são comercializáveis, pois, historicamente o design surgi numa base de resolução de problemas e comercial, daí que até nos dias de hoje a maior parte, se não todos projetos tem uma finalidade comercial.

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www.salemaprefabricados.com.br

Na sua tese de mestrado Maria Bomeny, afirma que o uso da grid dominou no princípio o design europeu e americano:

“(…) transformando-se em uma maneira eficiente de unificar os programas de comunicação das grandes entidades empresariais. Tais empresas conseguiram se beneficiar desses aspetos de unificação e otimização dos custos por meio dos sistemas de identidade baseados no grid, agilizando o processo pelas fórmulas pré-estabelecidas.

Apesar do uso mais recorrente em design editorial, a grid é também usada em outras áreas de design, nos seus variados projetos; nos elementos da identidade visual institucional, nas embalagens, no webdesign, no design de CD’s, sinais, entre outros.

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www.tecnopop.com.br

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www.behance.net

Composição básica da grid

– Margem: espaço geralmente reservado, a não ser ocupado por nenhum dos elementos que fazem parte do projeto.

– Guias: linhas de orientação para o ordenamento das partes da peça. Ajudam a controlar se há ou não elementos fora do definido.

– Módulo: unidade que compõe a malha construtiva.

– Colunas: espaços verticais, onde são inseridos texto e imagem em causa.

– Marcador: elementos que auxiliam na navegação do documento, pode ser a numeração do documento, cabeçalho ou rodapé.
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Fonte: Autor


A Grid como Princípio de Construção

A grid é um princípio para organização dos elementos, é essencial para a composição espacial em design gráfico e até na forma como organizamos o quarto a mesa, a cama. Na construção do projeto gráfico é preciso, antes, estudar o que será incluso, entre imagens, texto, formas, efeitos, para saber como constituir a grade que o ajudará a ter resultados visualmente mais equilibrados.

A grid, como um princípio de construção permite que tudo que estiver na página se relacione entre si, por causa da linhas que os orienta, essa relação dos elementos cria uma harmonia visual e facilita a comunicação, cria uma intimidade entre diferentes elementos tornando o trabalho simples e atrativo.

As revistas, os jornais, os livros são o mais puro exemplo do uso da grid para manter a identidade da publicação, há elementos da grid que se mantém e transmitem o mesmo conceito em todas páginas, mantendo uniformidade, organização e sensação de limpeza no projeto em várias edições. Os softewares de paginação tornaram-se um grande auxílio para criar uma grid uniforme para projeto mais exigentes relativamente a uniformização e padronização do conceito visual.

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www.awwwards.com

A grid não é uma cela: atualmente designers podem usar a grid e mesmo assim adicionar a sua criatividade para tornar a peça mais atrativa e persuasiva. O uso da grid não significa necessariamente um total abandono do recurso a criatividade. É importante o conhecimento dessa base de composição, que ajudará a ter resultados mais harmônicos, mas um toque criativo eleva o nível do trabalho diferenciando-o com os outros.

Como um princípio construtivo a grid é muito mais que uma estrutura por detrás do resultado que pode se ter. É um pensamento do profissional, ou do design (como uma vasta área), se assim quisermos, uma filosofia de composição em que a grid está de corpo e alma pronta para auxiliar na forma de ordenar elementos. Os designers, por vezes procuram organizar objetos na mesa com recurso a um pensamento baseado na grid, sem necessitar de ter linhas orientadoras visíveis, as vezes olham para informações e facilmente detetam a falta de uma estrutura coerente que podia ajudar a compor o texto e imagens em uma página. Há designers que começaram com o uso da grid sem nunca ter ouvido falar dela e só depois relacionaram a sua experiência prática com estudos teóricos, mas o princípio da grid como base construtiva esteve sempre lá, presente para orientar um pensamento, para obtenção de resultados harmoniosos e funcionais, para compor peças hierárquicas e equilibradas. A grid está sempre presente, e mesmo quando é para desconstruir a ideia de composição recorrendo a grid, é importante estudar e conhecer muito bem como funciona esse princípio e só depois estaremos prontos para desconstruir.

Fonte: Design Culture
  

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ideologia: marcas precisam de uma para viver?

Com o avanço tecnológico e o vasto acesso a informação, os jovens veem se tornando cada vez mais politizados; com essa politização ocorrendo, eles têm levantado inúmeras bandeiras ideológicas, e devido ao fácil acesso a mídias, têm expressado suas opiniões de formas mais frequentes e influentes. Entre as causas desses jovens, estão: a defesa dos direitos LGBT, dos direitos humanos, dos animais, o empoderamento feminino, e etc. Mas o que isso tem a ver com marca?

Não podemos esquecer que estamos falando sobre a opinião de uma parcela grande do público-alvo de diversas empresas, e como disse acima, além da politização, eles têm a tecnologia como sua aliada. Cada vez se torna mais comum a pesquisa aprofundada sobre as empresas, para que se possa saber se elas se encontram de acordo com sua filosofia de vida. Um caso não tão antigo é o da grife de alta costura, Zara. A marca foi acusada de irregularidades como excesso da jornada de trabalho, atraso nos pagamentos, aumento dos acidentes, trabalho infantil, além de discriminação pela exclusão de imigrantes da produção. Devido ao ocorrido, houve um protesto em São Paulo e inúmeras manifestações na internet contra a marca.

A grande pergunta é: Ideologia, marcas precisam de uma para viver?

Quando se há uma ideologia, valores e princípios, que norteiam a marca se torna muito mais fácil a criação de um relacionamento saudável e intimo com seu público-alvo, pois este se sente parte dela; além de claro, fortalecer a imagem da marca. Quando esse compromisso existe por parte da marca, mostra-se ao mercado a forte personalidade e identidade que a marca possui.

Por outro lado, se posicionar ideologicamente pode ser um grande tiro no pé de uma empresa. Um caso também recente é o da Starbucks, que se posicionou contra o governo Trump – o que não foi uma grande novidade, devido aos posicionamentos anteriores de seu CEO, Howard Schultz –, mas o que chocou uma grande parcela de pessoas, foi o pronunciamento mais recente do CEO citado, de que contrataria 10 mil refugiados, mesmo com a crise de desemprego que assola os EUA atualmente, o resultado foi uma queda nas ações da empresa, como se mostra abaixo.



Uma atitude muito errada das marcas em relação as causas mais defendidas no momento, é querer construir uma ideologia de uma noite para outra, mas as coisas não funcionam bem assim. Como diria Stamilir: “conceitos não se decretam; conceitos nascem e florescem, com a mesma naturalidade de um lírio. Portanto, como um lírio precisou de certas condições, um conceito de marca também precisa de condições adequadas para criar-se.” Antes de você expor uma opinião ideológica, tal posição deve ser cultivada no cerne da empresa. Deve-se ter uma comunicação integrada, cada ato da empresa deve ser baseado em tal crença, o relacionamento com os funcionários, o sistema de hierarquia, de produção, etc.

Pense no relacionamento cliente-marca, como um casal de recém-namorados. No começo, você pode montar toda uma imagem falsa sobre si próprio, como no que você acredita, como você age em relação às coisas ao seu redor, mas com o tempo, no contato do dia-a-dia, toda essa imagem cairá por água abaixo. É a mesma coisa em relação às marcas, mesmo que o seu cliente não ache nenhuma informação contra você na internet, com o simples desenvolver do relacionamento entre ele e você, toda sua imagem pode ser destruída, e após isso é quase impossível a construção de um novo relacionamento. Pois se cria um sentimento de traição na segunda parte. Portanto não mude sua aparência, sem antes mudar sua essência.

Vale pontuar que marketing não engana mais. Não basta um simples comercial em defesa de alguma causa, essas pessoas dificilmente serão enganadas agora que têm acesso amplo à internet, facilitando assim a pesquisa. Não subestime seu target! Um caso muito claro desse fato é o da BP, que atua no segmento de exploração e produção de petróleo e gás natural. Após inúmeros acidentes gerados pela empresa, houve-se uma revolta muito grande em relação a ela. Sendo assim, a empresa adotou um novo logotipo e comunicação, o resultado foram inúmeros “memes” mostrando a incoerência da mesma, basta uma rápida pesquisa no google por “BP memes” e você se assustará.

Outro caso bastante interessante, mas em relação a uma empresa que não adotou uma pauta ideológica, foi a da Uber, nos EAU. A G1 nos informa que: a onda de reclamações começou neste sábado (28) durante os protestos no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, contra as restrições à entrada de imigrantes e refugiados decretadas por Trump, na sexta-feira (27). Taxistas da cidade resolveram endossar a manifestação e anunciaram que durante uma hora não levariam ninguém ao aeroporto. Enquanto isso, o Uber informou que as viagens na cidade não teriam sobretaxa cobrada, mas que os motoristas iriam demorar, devido ao aumento da demanda.

Deve ficar claro que como toda opinião expressada em público, irar gerar inúmeras opiniões, positivas e negativas, por isso antes de se posicionar é preciso estudar bem a situação e analisar as consequências de tal posicionamento, e o mais importante de tudo, se ela condiz com a essência da marca e dos seus consumidores. Deixarei abaixo alguns exemplos de posicionamentos adotados por marca.

E por último, eu pergunto a vocês, leitores, as marcas, assim como Cazuza, necessitam de uma ideologia para viver? Se sim, em qual situação expô-las? Se não, por quê?


C&A – Misture, Ouse e Divirta-se (Ideologia de gênero)


Coffee Frenemies | Starbucks and OUTtv (Em defesa dos transgêneros)


Dia dos Namorados O Boticário (Em defesa da causa gay)


Fonte: Design Culture

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Qual o impacto social do designer?

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Você já deve ter percebido que o mercado sempre cobra que nós, designers, estejamos sempre nos atualizando e aprendendo novos softwares, novas ferramentas, novos métodos de projetação para que sejamos cada vez mais eficazes. Porém, hoje gostaria de levantar uma questão que muitas vezes é deixada de lado quando estamos no mercado.

Se você leu o título deste artigo e ficou pensando será que não deveria ser o impacto social do Design e não do designer, você está completamente enganado. Hoje vou tratar do impacto de nossas ações. Sim, nossas ações!

Você também pode não ter imaginado que irei falar um pouco sobre história, mas isso será fundamental para alcançarmos a resposta à pergunta do título deste artigo. Afinal, como alguns dizem: “É preciso conhecer o passado para entender o presente e construir o futuro.”

Como muitos devem saber, o grande marco que protagonizou o surgimento do Design foi a Revolução Industrial que ocorreu em dois momentos, o primeiro no século XVIII na Inglaterra, que possuiu como maior característica a substituição do trabalho humano pelo trabalho mecânico. E o segundo, um século após, que foi caracterizado principalmente pelo uso de novas fontes de energia para o trabalho mecânico, especialmente o uso de combustíveis fósseis. Segundo Luis Carlos Paschoarelli et al, no livro “O Futuro do Design no Brasil”, o segundo momento foi mais relevante que a primeiro, uma vez que esta proporcionou o surgimento oficial do Design alguns anos mais tarde.

Após 1830, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e foi se expandindo ao redor do mundo, mas é válido ressaltar que cada país possuiu um ritmo diferente baseado em suas próprias condições econômicas, sociais e culturais.

Com isso, as indústrias passaram a crescer cada vez mais e mais e os ateliês e artesãos foram ficando para trás em virtude da acessibilidade financeira dos produtos industrializados. Porém, o preço baixo impactava diretamente na qualidade dos produtos que cada vez caía mais. Se antes os artesãos acompanhavam todo o processo de fabricação no modelo industrial isso não era possível, uma vez que levaria muito tempo para que os produtos fossem produzidos.

Sendo assim, avistando essa oportunidade, surge o movimento Artes e Ofícios, liderado por Willian Morris (1834 – 1896), que colocava a qualidade dos produtos em primeiro lugar, diferentemente da industrialização.

Mesmo as intenções de Morris sendo as melhores possíveis o movimento não obteve êxito, pois os produtos criados por seu movimento tornaram-se cada vez mais caros e inacessíveis.

Porém, os ideais desse movimento não deixaram de existir. Logo em seguida, na cidade de Weimar (Alemanha) eles seriam revividos com a criação da escola de Artes Aplicadas, que possuía como principal intuito a inserção da arte na indústria.

Após ser fechada durante a Primeira Guerra Mundial para que seu prédio fosse utilizado como hospital militar, voltou a ser reaberta no pós-guerra com Walter Gropius (1883 – 1969) como seu Direto. Em seguida, uniu-se juntamente a Escola de Belas-Artes, em Weimar, surgindo assim uma nova instituição, a Das Staatliches Bauhaus, conhecida por muitos apenas por Bauhaus.


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Cartão-postal n.o 11 para exposição da Bauhaus em Weimar, Herbert Bayer, verão de 1923. Créditos: casavogue.globo.com

Inaugurada em 1919, a Bauhaus, fundada com uma visão predominantemente socialista visava desenvolver produtos essencialmente funcionais e concisos esteticamente para que as camadas populares tivessem acesso.

A escola passou por três fases: a primeira em Weimar entre 1919 e 1925; a segunda em Dessau entre 1925 e 1932, onde em 1928 Groupius foi afastado por pressão política, vindo a ser substituído por Hannes Meyer; e a terceira em Berlim, de 1932 à 1933, dirigida por Ludwig Mies van der Rohe e fechada por pressões nazistas.

“O que a Bauhaus e a origem do Design tem haver com o impacto social do designer?”

Acredita-se que a Bauhaus possa ser a maior influenciadora do ensino e até mesmo prática do Design nas indústrias até os dias atuais, pois seus docentes e alunos espalharam-se por todo o mundo e foram responsáveis por disseminar seus ideais.

Ainda segundo Paschoarelli et al, é preciso considerar que essa instituição não contribuiu apenas no âmbito estético e metodológico, pois não se pode analisar sua história sem levar em consideração o contexto político e social da época. Uma vez que em todas as suas fases, a Bauhaus esteve aliada a reinvindicações sociais e políticas. O que Schneider (2010), caracterizou como um movimento com engajamento social e político.

Estes ressaltam ainda, que ao se entrar no mérito das implicações sociais e do design, também devemos ter em mente o caminho inverso, pois fatores políticos e econômicos influenciam diretamente a produção do Design. Cabe lembrar o que Schneider (2010) chamou de “design negativo”, que consiste em sua utilização para finalidades sociais ou humanas nocivas, podendo ser citado como exemplos a produção para indústria de armamentos e instrumentos de tortura, vigilância e opressão.

Ou até mesmo itens aparentemente triviais como cartazes de propaganda, podem ser utilizados para iludir e ludibriar pessoas, como aconteceu na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.


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“Nossa última esperança: Hitler”. Cartaz do partido nazista. Créditos: www.annefrank.org

Scheider (2010), afirma que iniciativas de engajamento social como a da Bauhaus foram malsucedidas, pois a racionalidade e a estética adotadas não foram compreendidas como valores culturais, transformando-se, ao invés disso, em produtos que conferiram algumstatus àqueles que contavam com uma formação que permitisse reconhecer um bom design.

Contudo, Paschoarelli et al, afirmam que a trajetória do Design pode ser entendida como um processo de sobreposição, na qual tudo o que é desenvolvido modifica ou acrescenta novas funcionalidades ao existente.

Ou seja, é preciso que entendamos que tudo que projetamos irá impactar nossa sociedade de alguma maneira, seja de maneira positiva ou negativa.

Por fim, o fato é que irá impactar de alguma maneira e nós devemos sempre buscar que seja o mais positivo possível. Afinal, o Design vai muito além de gerar soluções práticas e funcionais. Ele pode, e deve gerar um impacto positivo na vida das pessoas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tendências para o design de logotipos em 2017

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Como todo começo de ano as tendências vem com força para moldar o que esteticamente estará em alta nos próximos meses. O designer Jacob Cass do site Just Creative, reuniu sete tendências que provavelmente estarão presentes nos projetos gráficos em 2017.

Também é importante lembrar que, apesar do fato de que a estética pode variar de ano para ano, um bom design transcende tendências e se adapta em diferentes situações e contextos.

Do vintage ao motion design, vamos ver o que nos espera. Quem sabe não sai uma boa ideia?


1. Minimalismo

É muitas vezes o mais simples dos desenhos que chamam a atenção, principalmente a tendência de “design plano” que domina o mercado. Conseguir transmitir em poucos traços a mensagem de um logotipo é um desafio e tanto.

Para essa evolução do “minimalismo literal” é importante notar que o design minimalista é tanto prático quanto orientado para um propósito: O objetivo é dizer aos seus clientes o que você faz imediatamente e com clareza absoluta.

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2. Sketch

Logotipos simulando traços desenhados à mão foram populares em 2016 e esta tendência está vindo para ganhar ainda mais terreno em 2017.

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3. Espaço Negativo

A Gestalt e o uso do espaço negativo para criação de logotipos é uma das soluções visuais mais certeiras.

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4.Line Art

Começando com força ainda em 2015, a tendência da line art logo manteve sua posição na indústria e é provável ainda estar no topo em 2017.

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5. Vintage

É moderno ser retrô. E parece quem ainda veremos muito dessa estética ainda.

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6. Formas simplificadas/Responsivas

Grandes marcas continuam com a tendência de simplificar suas identidades. O ano de 2016 foi marcado por vários cases do gênero e parece que não vai parar por aqui.

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7. Motion Design

Logotipos pensados para a aplicação em Motion Design (design em movimento) estão aparecendo cada vez mais em projetos gráficos, o uso de GIF’s e animações integradas com tipografia agora se tornam parte essencial do escopo do design de logotipos.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Você sabe como surgiu a marca Adobe?

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Hoje em dia, qualquer pessoa normal pode editar textos de forma profissional, realizar tratamentos de fotografias ou criar ilustrações, composições e pinturas digitais magníficas. Tudo isso graças a Adobe Systems que, desde 1982, vem revolucionando e criando soluções com ferramentas que abrem cada vez mais as possibilidades para profissionais criativos.

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A Adobe foi fundada na cidade de Mountain View, Califórnia. John Edward Warnock Charles M. Geschke, dois ex-funcionários do Centro de Pesquisa da Xerox, notaram a necessidade em dar um passo adiante em inovação para sistemas gráficos. A única maneira de viabilizar isso seria abrindo o próprio negócio. Seus fundadores decidiram batizar a nova empresa com o nome de um riacho, chamado Adobe Creek, que passava atrás da residência de Warnock, na cidade de Los Altos, também na Califórnia.

O primeiro lançamento da empresa foi o Adobe PostScript®, uma linguagem que tornou possível a fidelidade de impressos em relação ao computador. Pela primeira vez, foi possível realizar trabalhos impressos da forma como se via na tela. Com base no sucesso da nova tecnologia, a Adobe se expandiu para aplicativos desktop, com o lançamento de softwares que dominariam o mercado, como Adobe Illustrator®, Adobe Photoshop® e Adobe PageMaker®.


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Indo mais além com a sua missão de revolucionar e melhorar a computação, a Adobe lançou o software Adobe Acrobat® e o formato Adobe Portable Document Format (que você conhece como PDF). Através do novo formato, tornou-se capaz exibir documentos originais em diferentes dimensões. Dessa maneira, foi possível combinar a experiência digital com a offline, utilizando da tecnologia de impressão PostScript. A empresa não parou por aí, quando alguns anos a frente, realizou a aquisição da Macromedia, a desenvolvedora da tecnologia Flash.

O LOGOTIPO DA ADOBE

A identidade original da marca foi criada pela designer Marva Warnock, esposa de John Warnock (um dos fundadores da Adobe). O logotipo já continha uma variação estilizada da letra A, com o nome completo da empresa: Adobe Systems Incorporated. A partir da década de 1990, a marca sofreu abreviação apenas para o nome Adobe. Alguns anos depois, em 1993, a letra A se tornou protagonista do logo, sendo evidenciada pelas cores e nova tipografia. Recentemente, este novo símbolo passou a ser aplicado também na versão com fundo vermelho.

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A EVOLUÇÃO CONTINUA

Atualmente, a Adobe, líder em Network Publishing, comercializa seus produtos em mais de 120 países ao redor do mundo. É responsável por produzir soluções de software para editoração, incluindo aplicativos para internet, impressão, vídeo, entre outros. Suas ferramentas para projetos gráficos, imagens e mídia dinâmica permitem que os clientes criem, controlem e produzam conteúdo visualmente sofisticado.

O PADRÃO ADOBE DE QUALIDADE

Após desenvolver novas tecnologias, inovar em softwares e proporcionar plataformas incríveis, a Adobe resolveu ser mais completa ainda e lançou a Fotolia. O único banco de imagens com um dos selos de garantia mais relevantes no mundo. Você já conhece? São mais de 62 milhões de vetores, vídeos e imagens em alta resolução. Tão especial, que preparou um super desconto para você. Corre e clique aqui para resgatar o seu presente! Não basta usar todos os softwares que são top, é preciso ter um material top também. Faça parte da família Fotolia.

Fontes: Mundo das Marcas e Design.com      

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Upcycling: Repensando a moda

Upcycling: Repensando a moda

Você já imaginou um sapato feito de um vestido usado, uma saia feminina feita de uma camisa masculina descartada pela indústria ou um colar feito com refugos de madeiras nobres? Não?! Pois hoje, muitos designers buscam em seus projetos. pensar em alternativas criativas e sustentáveis para reaproveitamento do que é descartado pela sociedade de consumo e produção. É o caso dos três estúdios de design envolvidos com moda e processos sustentáveis Insecta Shoes, Comas e Crua.

A indústria têxtil é a segunda mais poluente do mundo e também a segunda maior consumidora de água do planeta e uma das maiores, no que diz respeito ao descarte de produtos e resíduos. Então, é urgente o designer pensar no modo como são projetados e fabricados os produtos de moda, principalmente no seu ciclo de vida. Falar em ciclo vital de um objeto inanimado parece estranho é quase como humanizá-lo, mas fetiches à parte, quando se projeta um produto considera-se quanto tempo este produto irá durar ou ‘viver’, ou em quanto tempo será descartado, o que se tornou cada vez mais acelerado dado que o objeto a consumir torna-se rapidamente obsoleto para manter o ‘moto contínuo’ da produção de massa.

Neste cenário muito se tem falado no upcycling, processo onde literalmente se dá uma ‘subida’ na reciclagem do resíduo ou descarte, ou um ‘up no visual’, mas esta reconfiguração, redesign não é superficial, pois ao procurar evitar o desperdício de materiais ainda úteis, os transforma, sem passar por processos químicos poluidores ou consumidores de água e energia, é uma reciclagem que ressignifica criativamente o objeto descartado, seguindo os passos da natureza onde ‘nada se perde tudo se transforma’, num ciclo de vida do produto onde não há morte ou fim, mas sempre novos começos. Segundo o livro Cradle to Cradle: Remaking the Way we Make Things (2002) do arquiteto William McDonough e do químico Michael Braungart, verdadeiro manifesto do upcycling e do redesign, devemos repensar constantemente modos inteligentes de proteção e conservação do meio ambiente.

INSECTA SHOES

“Transformamos em sapatos peças de roupas usadas, além de garrafas de plástico recicladas. Os mais diversos tecidos e estampas daqueles modelitos abandonados viram botas, oxfords, sandálias e slippers veganos, sem nenhum uso de matéria-prima de origem animal.”


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Oxford Abacate, Insecta Shoes

Com um posicionamento de marca bem cuidado a Insecta Shoes produz em Porto Alegre sapatos e acessórios unissex ecológicos e veganos. Toda a matéria-prima utilizada nos sapatos é reciclada no processo de upcycling: borracha triturada do excedente da indústria calçadista, plástico reciclado, reutilização de roupas de brechó, tecido feito com garrafas PET recicladas, algodão reciclado, jeans reciclado. As coleções são pensadas e criadas mensalmente de acordo com o que encontram nas suas garimpagens de tecidos e materiais, não seguindo tendências de moda.


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insectashoes.com

Os editoriais da marca são sempre em forma de manifesto onde aparecem as idéias que guiam os criativos da marca e orientam seus consumidores, como veganismo, consumo consciente, redução de lixo, cuidado com o meio ambiente. A marca trabalha com o ciclo completo de vida de seus produtos, pois propõe aos seus usuários que devolvam seus sapatos à Insecta quando deixarem de utilizá-los, para que novamente possam ser reciclados.


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COMAS

“Camisas são peças ícones, de estilo permanente, durável, sem prazo de validade. Essas características acabam se imprimindo nas peças que fazemos, e na política da marca, que vai na contramão da lógica do descartável, das tendências que passam rápido”

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Saia, Comas

A marca Comas idealizada pela designer uruguaia Agustina Comas segue uma ‘máxima’ nas suas criações, a de minimizar o impacto da indústria têxtil sobre o meio ambiente, por isso vem utilizando o upcycling nas suas produções, como afirma a designer “Todos os dias as fábricas descartam produtos que não passam pelos controles de qualidade e muitas peças são deixadas de lado. Pra nós, essa sobra é matéria-prima”. O trabalho começa com uma cuidadosa seleção de camisas masculinas descartadas pelas fábricas, devido algum defeito na fabricação, são identificados os melhores tecidos e a melhor confecção, o desafio segundo Agustina “é selecionar aquelas que têm maior potencial de transformação.”


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CRUA

“Através de um olhar atento e sensível busca-se a harmonia de materiais reutilizados ou inusitados com novos elementos, para a construção de produtos de moda e design.”


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O estúdio Crua da designer Germana Lopes tem como conceito a ressignificação de materiais, no caso, a reutilização de restos de madeira de marcenarias ou descartadas na rua para o desenvolvimento de acessórios.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O DESIGN A MÃO DE OWEN GILDERSLEEVE

Com muita criatividade e mão de obra, Owen Gildersleeve desenvolve os seus trabalhos criando peças com diversos materiais, principalmente papel, passando a sensação de que suas peças tem vida própria.


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Saltando do plano, as composições tem formas diferenciadas do que temos visto.


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Owen Gildersleeve é designer e ilustrador, mora em Londres e é formado pela universidade de Brighton. Seus trabalhos são direcionados a vários grandes clientes como The Guardian, The New York Times, The Tate, Cadbury e NSPCC.


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Depois de muita paciência e cuidadosa manipulação, suas peças viram, quase sempre, material publicitário, sendo fotografadas e exibidas em banners, cartazes, jornais e outras mídias impressas e digitais.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

SKWAK, Ilustrações Divertidas

O ilustrador francês Skwak, produz descontraídas e criativas ilustrações com traços e personagens únicos. Seu trabalho tem sido apresentado em galerias e exposições ao redor do mundo, assim como em uma variedade de mídias e produtos, incluindo revistas, livros, brinquedos, roupas, e snowboards. Veja alguns de seus trabalhos!

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