Chamada Absence, a mostra reúne 21 obras do artista. No centro das atenções, está a instalação Forever Bicicles, uma estrutura de dez metros de altura construída com 1.200 bicicletas. Criada especialmente para o museu taiwanês, a obra provoca uma estranha ilusão de movimento, ao mesmo tempo em que lembra uma caverna.
Empilhadas, as bicicletas perdem sua forma e função originais. A liberdade associada ao ciclismo se esvai com a montanha de bicicletas inúteis e imóveis. Uma crítica não tão sutil à China contemporânea.
Sob a alegação de crimes financeiros, Weiwei foi preso no início de abril, causando comoção no mundo das artes plásticas. Do Brasil à Alemanha, não faltaram demonstrações de apoio ao artista, cujo trabalho faz uma crítica velada ao governo e à estrutura social chinesa.
Além de garantir sua libertação, no final de junho, as manifestações ajudaram a aumentar a fama internacional de Weiwei e seu trabalho. Prova disso é esta exposição individual no Taipei Fine Arts Museum, aberta à visitação até o dia 29 de janeiro.
































