segunda-feira, 28 de julho de 2014

Artista carioca propõe invasão de museus


Uma pilha de roupas amarrotadas e uma tevê quebrada ocupam uma das salas do Louvre, enquanto um conjunto de cadeiras plásticas e um varal capenga atravessam o palácio de Versalhes. Mas não foi só nos arredores de Paris que os museus ganharam um novo layout: Tate, Guggenheim e tantos outros espaços culturais foram apropriados pelo carioca Lúcio Carvalho em sua mostra Invasões.


Com uma série de manipulações digitais, o artista propõe uma nova leitura dos centros de arte, agora com os espaços contemplativos ocupados pela população sem acesso à arte.

O choque cultural e estético impresso nas imagens faz uma crítica áspera à sociedade, mas também sugere uma troca de valores, “assimilando e sendo assimilada”, como ele descreve. Do mesmo jeito que a musa de curvas renascentistas contempla uma puída bandeira brasileira, o barraco de tijolos ilumina os vitrais do D’Orsay. Com curadoria de Li Camargo, a exposição Invasões aconteceu na Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria.



Fonte: Casa Vogue

sábado, 26 de julho de 2014

Design, madeira e ladrilho hidráulico



O equilíbrio entre o funcional e a tradição desenha o interior de um apartamento em Tel Aviv, Israel. O uso inteligente dos móveis e a suave abordagem colorida modernizam o espaço, deixando-o luminoso.

As vigas de madeira e as texturas do piso estabelecem a divertida divisão visual entre sala e cozinha, que são integradas. A chaise C4, de Le Corbusier, entra em sintonia com o ladrilho hidráulico e com os tons vivos do acabamento, formado um design de interiores sólido.

Em contraste, a cozinha cinza, de inox e madeira, conta armários que acompanham a altura do balcão em ilha, formando uma linha horizontal no local das refeições, o que garante a sensação de paredes mais altas em toda a área social.

O escritório traz esse mesmo balanço entre clássico e moderno do espaço familiar: o cinza, o branco e a madeira surgem novamente para destacar peças soltas, como a cadeira Eames, projetada em fibra de vidro e aço pelo casal Ray e Charles em 1948. As cores invadem também os espaços privativos, nos padrões dos azulejos do banheiro e das estantes carregadas de livros na suíte.


Clique nas imagens para vê-las maior.

terça-feira, 22 de julho de 2014

As anatomias mecânico-corporais nas ilustrações de Fernando Vicente


A série Anatomías, mostra o lado interno de pessoas expostas. Entretanto, nesta série o interior das pessoas não é orgânico, e sim, mecânico.


Com um estilo vintage e um tanto quanto sensual (se você reparar nos detalhes), o artista retrata o ser humano como um esquema de alguma máquina mecânica, com rodas dentadas, parafusos, pistões e outros objetos metálicos, como se fossem esquemas de robôs ou ciborgues surreais, quase steampunk (quase porque falta a fonte de energia a vapor).










segunda-feira, 21 de julho de 2014

ARTISTA FAZ ESCULTURAS COM PARTES DE ANIMAIS


Um ganso de duas cabeças em corpo de lebre, um “gambá-cabrito” ou animal com rabo de esquilo, casco de tartaruga e cabeça de ave. Estes são apenas alguns exemplos que descrevem as obras do artista cubano Enrique Gomez de Molina, um dos nomes que mais frisson causou na recém-encerrada Art Basel Miami Beach 2011, a maior feira de arte contemporânea das Américas.

Suas controversas esculturas combinam partes de diferentes animais, incluindo peles, couro, penas, olhos e dentes, entre outros. A ideia pode causar estranhamento, repulsa e até indignação em algumas pessoas. Mas é justamente esse o objetivo do artista: chamar a atenção do público para o perigo enfrentado por uma infinidade de espécies diante do desmatamento das florestas, da poluição do ar e do despejo de resíduos nucleares e químicos em rios e oceanos.

Para obter o resultado desejado, Molina utilizou desde os tradicionais métodos de taxidermia até avançadas técnicas de engenharia genética. Enquanto provoca estranhamento em alguns, os híbridos empalhados fascinam pela mistura de partes de animais tão improváveis como pombos, galos, avestruzes, cordeiros e até veados.



Fonte: Casa Vogue

sábado, 19 de julho de 2014

FORMIGAS GIGANTES EM FACHADAS COLOMBIANAS

 
Tanajura, içá, saúva. Muitos são os nomes dados para aquelas formigas de traseiro largo que por vezes infestam terraços e jardins em intermináveis caminhos sobre a terra. Se em alguns lugares do Brasil elas são tão comuns que até entraram para a culinária regional, como no Vale do Paraíba, na Colômbia elas viraram arte.

Isso porque o artista Rafael Gómez Barros promove uma verdadeira ocupação das fachadas de edifícios institucionais do país com imensas esculturas de formigas. Conhecidas por lá comohormigas culonas, elas são feitas com volumes de fibra de vidro amarrados com barbante ou galhos de árvores.

As instalações fazem parte de uma série que o artista chama de Casa Tomada, em uma clara alusão à migração forçada das populações pobres da Colômbia para grandes cidades como Bogotá, Medellín e Cali. Barros faz isso desde 2007.

A escolha de edifícios não poderia ser mais conveniente – a mais recente intervenção foi feita sobre a sede do Congresso Nacional. Destinado ao poder, o edifício parece ter sido invadido por mais de 1.300 insetos que se alastram pela imponente fachada neoclássica.



  

Fonte: Casa Vogue

quinta-feira, 17 de julho de 2014

ARTISTA CRIA INSTALAÇÃO COM 12 MIL ‘PLANTAS’


Natureza e arte sempre andaram juntas, seja pela representação de cenários naturais feita por artistas, seja pelo uso de materiais orgânicos em esculturas e telas. O israelense Zadok Ben David decidiu ir um pouco além nessa relação e criou a instalação Blackfield, feita com nada menos do que 12 mil moldes de exemplares vegetais.

Ele passou meses em seu ateliê de Londres produzindo as pequenas estruturas de aço no tamanho exato de cada uma das espécies encontradas em antigos livros de botânica. Depois disso, coloriu um dos lados de cada plantinha, usando areias de diferentes tons. Ao final, dispôs a coleção sobre tapetes de cor clara, de forma que o preto do ferro ficasse voltado para um lado, e o colorido da areia, para o outro.

O resultado é uma encantadora instalação que, vista de longe, parece um tecido estampado. Conforme se aproxima, porém, o olhar atento identifica, de um lado, as impressionantes formas botânicas, valorizadas pela presença de uma cor. No outro lado, a combinação de roxos, azuis, vermelhos, amarelos, cada um de acordo com a silhueta de uma planta.
   

Fonte: Casa Vogue