
Uma pilha de roupas amarrotadas e uma tevê quebrada ocupam uma das salas do Louvre, enquanto um conjunto de cadeiras plásticas e um varal capenga atravessam o palácio de Versalhes. Mas não foi só nos arredores de Paris que os museus ganharam um novo layout: Tate, Guggenheim e tantos outros espaços culturais foram apropriados pelo carioca Lúcio Carvalho em sua mostra Invasões.
Com uma série de manipulações digitais, o artista propõe uma nova leitura dos centros de arte, agora com os espaços contemplativos ocupados pela população sem acesso à arte.
O choque cultural e estético impresso nas imagens faz uma crítica áspera à sociedade, mas também sugere uma troca de valores, “assimilando e sendo assimilada”, como ele descreve. Do mesmo jeito que a musa de curvas renascentistas contempla uma puída bandeira brasileira, o barraco de tijolos ilumina os vitrais do D’Orsay. Com curadoria de Li Camargo, a exposição Invasões aconteceu na Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria.
Fonte: Casa Vogue




















































